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Mãos sujas?

Mãos sujas?

Mãos sujas? Sim, mãos deliciosamente sujas! Elas são a prova de quem está vivendo! Elas comprovam que alguém está experimentando o mundo à sua volta e permitindo que um pouco dele permaneça nele, pelo menos por um tempo. Em um mundo de tantas experiências tecnológicas, de tanta realidade virtual, as experiências sensoriais e principalmente as táteis ficam cada vez mais raras! E como elas são importantes. Não sei você, mas a geração anterior realmente merecia a hora do banho. E a água realmente precisava lavar a sujeira do dia, porque havia terra, grama, areia ou qualquer outra coisa que indicava que o dia havia sido cheio de experimentações, quem sabe até a farinha de um bolo feito à quatro mãos? Às vezes era preciso até da ajuda de uma bucha ou esponja, para esfregar joelhos e cotovelos incrivelmente encardidos. E lá no ralo ia embora todo aquele “caldinho” de deliciosas sensações.

Ninguém permanecia sujo, mas o corpo lavado permitia que a alma tivesse sido impregnada de impressões. E essas mesmas impressões construíam a nossa visão de mundo e pode ser até que, algumas destas experimentações não tivessem sido boas, agradáveis ou prazeirosas, mas elas estavam ali. Tinham sido vivenciadas. Me lembro de uma vez que pisei em uma minhoca no jardim e tive uma enorme aflição. Com certeza me deu certo pavor disto acontecer novamente mas não morri por isso, não me fez ficar traumatizada e me fez ficar mais atenta.

É por isso que como escola queremos sempre promover situações que permitam esta exploração sensorial. As crianças tem contato com materiais diferentes que despertam sensações, que estimulam percepções e que constroem noções diferentes que serão usadas mais tarde. Podem ficar tranquilos que ninguém aqui está pegando em minhoca, mas em muitos materiais convencionais como tinta, cola, massinha e também outros alternativos que pode até mesmo ser uma simples caixa de ovos, toda enrugadinha, que iria pro lixo. Um pouquinho de “sujeira” momentânea é também pedagógico! Vamos viver!

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